sábado, 24 de agosto de 2013
Da maldade...
Há pessoas que machucam sem querer.
Há quem prefira se machucar para não ferir o Outro.
Há as que machucam, que se arrependem e fazem o possível para sarar a ferida.
Mas também há aquelas pessoas que machucam por hobby.
E eu que duvidava da existência de tais seres, a cada dia me convenço de que são reais.
Pessoas com pós-gradação na arte de dissimular, que merecem um prêmio da maldade por serem tão cruéis.
A manipulação é uma de suas especialidades. Aqui a mentira é minunciosamente trabalhada.
Quem dera fosse um mero distúrbio de personalidade, que por si só já é um problema gigantesco. Mas pelo menos, nesses casos, há tratamentos.
Falo aqui das pessoas que têm prazer em serem maléficas simplesmente pelo maucaratismo que querem manter. Pelos que só conseguem se sentir superiores quando pisam nos outros.
Creio na humanidade, creio na bondade, na restauração do ser humano, quando este deseja a evolução. Mas agora também creio nos seres sem conserto, nos seres negligentes consigo mesmos e com os outros. Nos seres descompromissados com a vida, onde seus propósitos não vão além da simples construção de um momento que lhe cause um bem-estar. Repito, seres que só buscam um bem-estar próprio e momentâneo.
Seres capazes de descartar qualquer coisa ou qualquer um porque não passam da barreira do superficial, em nenhum dos aspectos da sua vida.
Seres descontínuos, incompletos, ignorantes, incongruentes. Totalmente perdidos e inconsistentes.
Penso que mesmo a pós-modernidade sendo tão cruel com a sua velocidade, suas inúmeras rupturas, sua descontinuidade e fluidez, consegue fazer tal estrago em uma pessoa.
Quem age de má fé, que engana os outros, quem tem prazer em machucar, quem é relapso com tudo, quem manipula, quem é cruel sem o mínimo pudor e sem nenhum distúrbio mental, o é por escolha própria, por má índole, por maucaratismo.
E eu, sendo mais crédula do que cética, diversas vezes achei que tais pessoas só precisavam de um direcionamento, de uma ajuda para voltarem para dentro de si e buscarem evolução. E para a minha surpresa, me enganei.
Pessoas más existem e não sentem culpa nenhuma em serem assim.
Mas apesar de constatar a existência de seres tão terríveis, eu quero é acordar todos os dias com a esperança de que a maior parte da humanidade é boa. Quero acreditar que, seja como for, a maior parte das pessoas que conheço buscam evolução.
Que a maldade alheia não me roube a vontade de me preencher com a bondade que sempre esteve presente em meu coração.
Que nenhum tipo de manipulação distorça minha essência, que eu nunca provoque o mal em alguém, mesmo que por descuido. E que na impossibilidade de acertos, eu consiga enxergar os erros e tente consertá-los sempre.
Que a ferida que o outro possa me causar não seja usada como desculpa para que eu seja cruel.
Enfim, sei que há dores por todos os caminhos. Mas eu desejo é conseguir ressignificar até as mais intensas dores. Não fazendo com que sejam armas que eu possa voltar contra o Outro ou impedimentos para que
eu viva, mas que sejam motivações para que eu pare e perceba se estou me dando o devido valor ou não.
Que as dores causadas por qualquer pessoa não me obrigue a agir como ela, mas que sejam impulsos para que eu me melhore. Que sirvam para me abrir os olhos e sair do lugar, que me impulsionem à evolução.
E como diz Marla de Queiroz: " Eu dou o meu melhor e mereço receber o melhor também."
Mantenha distância de seres descompromissados.
É melhor sair do lugar, mudar as paisagens, do que deixar sua bondade morrer de inanição!
Assinar:
Comentários (Atom)
