E então você percebe que se interessa pela vida de alguem exatamente quando achava que sua rotina não comportava cuidados com outra pessoa que não fosse você.
Os dias ficam mais espaçosos para que o contato se torne possível, o cuidado se faz presente e o interesse em saber do correr dos dias do Outro é constante.
Ainda não sei como isso se deu; essa vontade de estar perto apesar da quilometragem que teima em ficar entre a gente.
A vida é tão inconstante, as coisas são tão solúveis e por saber disso, vivo inquieta. Mas algumas outras coisas, eu sei que são perenes. E é por acreditar na insolubilidade do que se faz com boa vontade, que eu sigo em frente apesar das inúmeras dúvidas que tenho a respeito do Outro.
É um querer bem que deixa penetrar sem invadir. É um cuidado que deixa com que eu perceba o limite exato que o Outro me dá. É uma vontade de estar perto sem ser inconveniente, de cuidar sem prender, de se aproximar sem que o Outro se afaste.
Talvez não seja o caminho certo, mas é o mais colorido, por enquanto. E se não me levar a lugar nenhum, pelo menos eu apreciei as paisagens.
E percebendo a transitoriedade de tudo, só sei que a gente nunca ia se cruzar se não parasse pra se encontrar. Foi preciso que cada um estivesse inteiro e atento.
Quero caminhar contigo.
Quero o teu abraço. Tenho certeza que ele liberta. E depois... ah, deixa o depois pra depois.
quarta-feira, 12 de março de 2014
sábado, 1 de março de 2014
Das possibilidades: tudo é questão de escolha.
Desentulhar o coração dá trabalho. Vivemos cheio de resquícios emocionais que devemos jogar fora, mas os guardamos como uma caixa de presente bonita que veio com algo importante dentro e a guardamos também como lembrança. O problema é que quando essas lembranças passam a ocupar espaços sem agregar valor passam a ser inválidas.
Talvez alguém queira nos dar outros presentes, mas nossa casa está tão entulhada que não há onde deixar o pacote. Outros tentaram deixar alguns presentinhos espalhados pela casa, mas nós nem conseguimos percebê-los devido à enorme bagunça em que nos encontramos.
Desocupar o coração, a mente e a alma do que já não nos agrega alegria é difícil. Leva tempo se desvencilhar do que por tanto tempo foi nosso foco.
Quando alguns sentimentos deixam de nos fazer bem, tentamos à duras penas nos agarrar à dor. Achamos que se está doendo é por que é amor. Protegemos esse sentimento de tudo. Fechamos os olhos, trancamos a porta e velamos o pranto até não sabermos mais o que fazer com o vazio que ficou.
Algumas pessoas passam anos postergando a felicidade que se apresenta em outras oportunidades. Pensam que devem ficar exatamente onde estão porque um dia viveram uma história bonita com alguém que resolveu viver uma outra narrativa. Tentam o tempo todo relembrar os motivos pelos quais não foi possível dar uma continuidade à relação, vivem tentando remendar o que não tem conserto.
O apego ao passado pode minar qualquer possibilidade de uma relação bonita.
O apego ao passado é tão nocivo quanto uma droga.
Já vi pessoas definharem por viverem num passado que não tem a mínima possibilidade de se tornar presente, ou mesmo um futuro.
O que se tem de factual aí é a dor, e só!
A dor que extirpa qualquer tipo de relacionamento que se deseja ser saudável. Ninguém que queira uma relação de verdade, consegue ficar muito tempo perto de alguém que não está vivendo integralmente o momento presente. E ninguém que vive no passado consegue dar continuidade ao que está está acontecendo agora.
Desentulhar o coração é uma tarefa árdua, mas é um benefício em prol do seu próprio crescimento. Ninguém consegue ser feliz com o coração cheio de mágoa, ou cheio de lembranças, que se tenta a todo o tempo materializa-las como se fosse possível voltar atrás e fazer diferente, ou apenas continuar de onde foi colocado um ponto final.
Toda narrativa acaba e há tantas outras histórias legais que ainda não conhecemos.
Arrumar os sentimentos, se livrar dos que não nos fazem bem, deixar que outros ocupem lugares onde antes havia dor e impossibilidades é uma sequencia libertadora.
Só consegue viver em paz consigo e com os outros quem busca o autoconhecimento.
Buscar organizar a alma todos os dias é o que há de solução para quem quer desentulhar o coração, a vida...
Deixar para trás o que já não existe, esquecer algumas dores que já nem doem, mas que fazemos questão de lembrar o quanto sofremos quando a ferida ainda estava aberta, perdoar o que já não se pode mudar...
Sorrir e deixar que a vida nos compense com o impossível, ou com o que achávamos ser impossível. rsrs
O Universo só nos contempla com o que merecemos quando desocupamos as mãos para podermos abraçar o que há de vir.
E a felicidade só entra em nossas vidas se houver espaço em nossa casa interior para que o que realmente nos engrandece possa se alojar.
Nós escolhemos se acolhemos ou não o que nos é oferecido. E o discernimento é algo que só tem quem busca se autoconhecer.
Quanto a mim, deixei a porta aberta, desabituei certos hábitos, esqueci o passado e reformei minha casa interior pra receber o que merece ficar. Fiz minha escolha ao jogar tudo fora!
Está tudo limpo e cheirosinho. E quando entrar, por favor, deixe os chinelos com resquícios do passado do lado de fora!
***
Talvez alguém queira nos dar outros presentes, mas nossa casa está tão entulhada que não há onde deixar o pacote. Outros tentaram deixar alguns presentinhos espalhados pela casa, mas nós nem conseguimos percebê-los devido à enorme bagunça em que nos encontramos.
Desocupar o coração, a mente e a alma do que já não nos agrega alegria é difícil. Leva tempo se desvencilhar do que por tanto tempo foi nosso foco.
Quando alguns sentimentos deixam de nos fazer bem, tentamos à duras penas nos agarrar à dor. Achamos que se está doendo é por que é amor. Protegemos esse sentimento de tudo. Fechamos os olhos, trancamos a porta e velamos o pranto até não sabermos mais o que fazer com o vazio que ficou.
Algumas pessoas passam anos postergando a felicidade que se apresenta em outras oportunidades. Pensam que devem ficar exatamente onde estão porque um dia viveram uma história bonita com alguém que resolveu viver uma outra narrativa. Tentam o tempo todo relembrar os motivos pelos quais não foi possível dar uma continuidade à relação, vivem tentando remendar o que não tem conserto.
O apego ao passado pode minar qualquer possibilidade de uma relação bonita.
O apego ao passado é tão nocivo quanto uma droga.
Já vi pessoas definharem por viverem num passado que não tem a mínima possibilidade de se tornar presente, ou mesmo um futuro.
O que se tem de factual aí é a dor, e só!
A dor que extirpa qualquer tipo de relacionamento que se deseja ser saudável. Ninguém que queira uma relação de verdade, consegue ficar muito tempo perto de alguém que não está vivendo integralmente o momento presente. E ninguém que vive no passado consegue dar continuidade ao que está está acontecendo agora.
Desentulhar o coração é uma tarefa árdua, mas é um benefício em prol do seu próprio crescimento. Ninguém consegue ser feliz com o coração cheio de mágoa, ou cheio de lembranças, que se tenta a todo o tempo materializa-las como se fosse possível voltar atrás e fazer diferente, ou apenas continuar de onde foi colocado um ponto final.
Toda narrativa acaba e há tantas outras histórias legais que ainda não conhecemos.
Arrumar os sentimentos, se livrar dos que não nos fazem bem, deixar que outros ocupem lugares onde antes havia dor e impossibilidades é uma sequencia libertadora.
Só consegue viver em paz consigo e com os outros quem busca o autoconhecimento.
Buscar organizar a alma todos os dias é o que há de solução para quem quer desentulhar o coração, a vida...
Deixar para trás o que já não existe, esquecer algumas dores que já nem doem, mas que fazemos questão de lembrar o quanto sofremos quando a ferida ainda estava aberta, perdoar o que já não se pode mudar...
Sorrir e deixar que a vida nos compense com o impossível, ou com o que achávamos ser impossível. rsrs
O Universo só nos contempla com o que merecemos quando desocupamos as mãos para podermos abraçar o que há de vir.
E a felicidade só entra em nossas vidas se houver espaço em nossa casa interior para que o que realmente nos engrandece possa se alojar.
Nós escolhemos se acolhemos ou não o que nos é oferecido. E o discernimento é algo que só tem quem busca se autoconhecer.
Quanto a mim, deixei a porta aberta, desabituei certos hábitos, esqueci o passado e reformei minha casa interior pra receber o que merece ficar. Fiz minha escolha ao jogar tudo fora!
Está tudo limpo e cheirosinho. E quando entrar, por favor, deixe os chinelos com resquícios do passado do lado de fora!
***
Assinar:
Comentários (Atom)

