Sou destrambelhada. Algumas coisas em mim nem fazem sentindo.
Minha crença em tudo faz com que eu me perca algumas vezes porque nem sempre consigo enxergar o que é fake assim de primeira.
Na maioria das vezes consigo perceber as energias ruins que querem sujar meu campo magnético, mas algumas delas conseguem turvar minha visão.
Minha predisposição para o amor faz com que minha boa vontade seja enorme com todas as pessoas que se aproximam com um gesto de amorosidade. E minha intempestividade faz com que eu não tenha medo de mergulhar no que o Universo me apresenta, quando parecer ser algo para o meu bem.
Sou feliz com minhas intensidades que vezenquando me tiram o ar e outras vezes me põem em terra firme.
Quando caio sei tratar com sutileza todos os machucados. Porque investir na cura também requer cuidados diários e muita paciência se você quer que não fique nenhuma cicatriz.
Ainda não sei como me suporto sendo intensa e paciente ao mesmo tempo. Nem sei como essas duas características conseguem existir simultaneamente em mim. É tão paradoxal isso!
Sou compreensiva ao extremo, mas não consigo deixar nada pra lá. Tudo me importa tanto. E por mais que eu me afaste, sempre estou conectada a tudo de alguma forma.
A liberdade que preso está em poder me prender a coisas que me fazem evoluir de alguma maneira. Há sempre algo que vale a pena se conectar.
Meu estilo alternativo de ser é realmente alternativo. Posso escolher me vestir largada um dia e posso acordar com uma vontade enorme de fazer um make legal em outro. Amo rasteirinhas e suspiro por um salto alto. Amo saias longas, amo fazer meus tie dyes, mas sei que outras coisas também vestem bem. Não é só o que eu visto que me faz ser quem sou.
Acho linda a filosofia de vida que prega a Paz e o Amor, que diz que viver é bom na beira da praia, perto de uma cachoeira ou viajar o mundo todo a pé, de bike ou de carona. Até queria viver tais experiências. Mas sei que ficar com os pés na cidade, é importante para o meu amadurecimento intelectual, coisa que prezo muito também. Como é bom eu poder escrever meus textos e expressar tudo que sinto com a mais perfeita sintaxe e a mais linda semântica. Como é bom poder ler meus livros de filosofia e alargar mais ainda meus olhares sobre o mundo.
Não é porque gosto de reggae que me obrigo a ser largada o tempo todo. Coisas incríveis me fascinam e me forçam a ficar com os pés no chão para que minha mente possa se expandir.
E quem disse que não se pode chegar a outra dimensão mesmo estando com os pés em terra firme?
Eu viajo! Viajo mesmo. Minha mente me permite. E quase nunca são viagens vans.
De vez em quando é muito bom poder ficar largada. A mente pede um descanso quando trabalha demais, e é justo.
Mas descordo das pessoas que acham que viver no marasmo é pregar a paz e o bem! Tais coisas requerem ação.
Faça o que é certo e receba o que é bom. É nisso que eu acredito!
Ficar parado olhando pro céu, contemplando as estrelas, a lua, o sol... bendizendo o Universo não te faz grande. Talvez não te faça nem gente. Gente vive, não vegeta. Procure crescer!
Recebemos do Universo exatamente aquilo que damos a ele.
Perda de tempo é não se aperfeiçoar e achar que olhar pro céu, contemplar a natureza, se vestir largado e compartilhar as frases do Bob te fazem uma pessoa do bem.
Então, curta seu som, agradeça ao Universo por poder sossegar um pouco em frente ao mar, contemple a lua e todas as belezas que a natureza lhe proporciona, mas não fique só nessa. Viver requer custos humanos. Crescer pode até doer, mas a liberdade que o crescimento traz vale muito, muito, muito a pena.
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Tu fez pensando em mim né amiga? AMEEEEEI esse teu texto.
ResponderExcluirPensei em nós amiga!! rsrsrs
ExcluirJá dizia Gabriel, O Pensador: Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta!
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