domingo, 22 de junho de 2014

Só consegui entender minha mãe quando me apaixonei por alguém tão doente quanto meu pai.

Passei anos tentando entender os motivos que fizeram com que minha mãe fosse embora e jamais voltasse para passar pelo menos uma semana inteira comigo.
Sofri sua ausência durante toda a infância e ainda continuo sentindo falta de um laço que não se estabeleceu por falta de convivência.
A falta de afeto fez com que eu me tornasse uma adolescente carente e insegura. Por não ter tido nunca alguém para conversar sobre a vida, me tornei uma adulta travada, totalmente inibida.
Desconstruir todos os meus medos e frustrações me deram um trabalho enorme e ainda continua dando. São os cuidados diários que me fazem enxergar meu valor. O autoconhecimento foi meu guia.
Por vezes me indignei com o descaso aparente da minha mãe, adoeci por falta de afeto dela.
Só consegui entender seus motivos quando passei pelos mesmos problemas pelos quais ela passou: me apaixonei por alguém doente e vi minha vida desmoronar.
Fiquei completamente encantada por alguém que chegou parecendo ser a melhor pessoa do mundo e que se transformou no meu pior pesadelo. Alguém de quem eu não conseguia fugir, embora soubesse de todos os problemas que ele me causava.
Há mais ou menos seis anos iniciei um namoro com um rapaz que não conseguiu ser honesto comigo um dia sequer. No início eu não percebia suas mentiras, já que eram todas bem elaboradas. Depois de um tempo ele já não se preocupava mais em esconder as traições, mas sempre dava um jeito de contar uma história que mudasse a situação que ele mesmo tinha causado e colocasse a culpa em mim. Não entendo como eu caia na conversa dele, mas acreditem, eu caia. Passava dias me sentindo culpada por algo que eu nem sabia direito o que era.
Passados alguns anos, depois de tantas idas e vindas, traições e acertos, ele casou, quando eu menos esperava, quando estávamos numa semana em que fazíamos planos para finalmente nos acertarmos.
Durante o período que ficou casado com a moça que escolheu, não me deixou também. Mantínhamos contato todos os dias. Nunca passamos uma semana sequer sem que saíssemos. Me permiti ficar numa situação que jamais havia cogitado na vida. Me submeti a isso sem perceber que me diminuía por algo pueril.
Ele saiu de casa, continuamos nos encontrando quase todos os dias.
É, ele estava comigo. .. e com outras também.
Um momento feliz com ele, me fazia esquecer dez de sofrimento que ele me causava.
Posterguei o afastamento, negligenciei minha vida, perdi oportunidades porque não tive a força que minha mãe teve quando simplesmente virou as costas pra um amor que só a diminuía.
Minha mãe foi embora e jamais voltou porque sabia que se voltasse não teria forças para sustentar um NÃO quando meu pai se aproximasse.
Hoje eu sei que minha mãe me causou uma dor, mas que me evitou outras mil. Talvez se ela tivesse continuado aqui e tivesse reatado com o meu pai, a vida dela não teria andado, ela não seria a mulher independente que é hoje e nem teria conseguido crescer como conseguiu à duras penas, e sozinha.
Minha mãe se livrou de um amor que a podava, correu pro desconhecido deixando tudo para trás, inclusive eu que até pouco tempo atrás tentava me livrar de um amor que me aprisionava desde que deixei que ele entrasse na minha vida.
Se eu permitisse, ele continuaria comigo, não me abandonaria jamais, mas nunca também ficaria junto. Me acompanharia, teria mil crises de ciúme, continuria sendo extremamente possessivo, mas não saberia permanecer num relacionamento saudável. Jamais teria tempo para os cuidados necessários, já que continua com outras também. Com certeza deve dizer que as ama e cada uma deve acreditar tanto quanto eu acreditava até certo tempo.
Enfim, se sofri por esse amor desumano, também me reaproximei da minha mãe a partir do momento em que consegui entender seus motivos, suas dores que doíam tanto quanto as minhas.
Se perdi tempo por deixar minha vida profissional um pouco de lado por causa dele, me tornei uma pessoa bem melhor. Se não tivesse sofrido tanto, com certeza eu não seria o que me tornei.
Obrigada, Universo, pelo que doeu. Mas obrigada também pela forma com a qual permitiu a minha cura!

quarta-feira, 12 de março de 2014

O que eu hesitei em dizer...

E então você percebe que se interessa pela vida de alguem exatamente quando achava que sua rotina não comportava cuidados com outra pessoa que não fosse você.
Os dias ficam mais espaçosos para que o contato se torne possível, o cuidado se faz presente e o interesse em saber do correr dos dias do Outro é constante.
Ainda não sei como isso se deu; essa vontade de estar perto apesar da quilometragem que teima em ficar entre a gente.
A vida é tão inconstante, as coisas são tão solúveis e por saber disso, vivo inquieta. Mas algumas outras coisas, eu sei que são perenes. E é por acreditar na insolubilidade do que se faz com boa vontade, que eu sigo em frente apesar das inúmeras dúvidas que tenho a respeito do Outro.
É um querer bem que deixa penetrar sem invadir. É um cuidado que deixa com que eu perceba o limite exato que o Outro me dá. É uma vontade de estar perto sem ser inconveniente, de cuidar sem prender, de se aproximar sem que o Outro se afaste.
Talvez não seja o caminho certo, mas é o mais colorido, por enquanto. E se não me levar a lugar nenhum, pelo menos eu apreciei as paisagens.
E percebendo a transitoriedade de tudo, só sei que a gente nunca ia se cruzar se não parasse pra se encontrar. Foi preciso que cada um estivesse inteiro e atento.
Quero caminhar contigo.
Quero o teu abraço. Tenho certeza que ele liberta.  E depois... ah, deixa o depois pra depois.

sábado, 1 de março de 2014

Das possibilidades: tudo é questão de escolha.

Desentulhar o coração dá trabalho. Vivemos cheio de resquícios emocionais que devemos jogar fora, mas os guardamos como uma caixa de presente bonita que veio com algo importante dentro e a guardamos também como lembrança. O problema é que quando essas lembranças passam a ocupar espaços sem agregar valor passam a ser inválidas. 
Talvez alguém queira nos dar outros presentes, mas nossa casa está tão entulhada que não há onde deixar o pacote. Outros tentaram deixar alguns presentinhos espalhados pela casa, mas nós nem conseguimos percebê-los devido à enorme bagunça em que nos encontramos.
Desocupar o coração, a mente e a alma do que já não nos agrega alegria é difícil. Leva tempo se desvencilhar do que por tanto tempo foi nosso foco. 
Quando alguns sentimentos deixam de nos fazer bem, tentamos à duras penas nos agarrar à dor. Achamos que se está doendo é por que é amor. Protegemos esse sentimento de tudo. Fechamos os olhos, trancamos a porta e velamos o pranto até não sabermos mais o que fazer com o vazio que ficou.
Algumas pessoas passam anos postergando a felicidade que se apresenta em outras oportunidades. Pensam que devem ficar exatamente onde estão porque um dia viveram uma história bonita com alguém que resolveu viver uma outra narrativa. Tentam o tempo todo  relembrar os motivos pelos quais não foi possível dar uma continuidade à relação, vivem tentando remendar o que não tem conserto.
O apego ao passado pode minar qualquer possibilidade de uma relação bonita.
O apego ao passado é tão nocivo quanto uma droga.
Já vi pessoas definharem por viverem num passado que não tem a mínima possibilidade de se tornar presente, ou mesmo um futuro.
O que se tem de factual aí é a dor, e só!
A dor que extirpa qualquer tipo de relacionamento que se deseja ser saudável. Ninguém que queira uma relação de verdade, consegue ficar muito tempo perto de alguém que não está vivendo integralmente o momento presente. E ninguém que vive no passado consegue dar continuidade ao que está está acontecendo agora.
Desentulhar o coração é uma tarefa árdua, mas é um benefício em prol do seu próprio crescimento. Ninguém consegue ser feliz com o coração cheio de mágoa, ou cheio de lembranças, que se tenta a todo o tempo materializa-las como se fosse possível voltar atrás e fazer diferente, ou apenas continuar de onde foi colocado um ponto final.
Toda narrativa acaba e há tantas outras histórias legais que ainda não conhecemos.
Arrumar os sentimentos, se livrar dos que não nos fazem bem, deixar que outros ocupem lugares onde antes havia dor e impossibilidades é uma sequencia libertadora.
Só consegue viver em paz consigo e com os outros quem busca o autoconhecimento.
Buscar organizar a alma todos os dias é o que há de solução para quem quer desentulhar o coração, a vida...
Deixar para trás o que já não existe, esquecer algumas dores que já nem doem, mas que fazemos questão de lembrar o quanto sofremos quando a ferida ainda estava aberta, perdoar o que já não se pode mudar...
Sorrir e deixar que a vida nos compense com o impossível, ou com o que achávamos ser impossível. rsrs
O Universo só nos contempla com o que merecemos quando desocupamos as mãos para podermos abraçar o que há de vir.
E a felicidade só entra em nossas vidas se houver espaço em nossa casa interior para que o que realmente nos engrandece possa se alojar.
Nós escolhemos se acolhemos ou não o que nos é oferecido. E o discernimento é algo que só tem quem busca se autoconhecer.
Quanto a mim, deixei a porta aberta, desabituei certos hábitos, esqueci o passado e reformei minha casa interior pra receber o que merece ficar. Fiz minha escolha ao jogar tudo fora!
Está tudo limpo e cheirosinho. E quando entrar, por favor, deixe os chinelos com resquícios do passado do lado de fora!
***




sábado, 24 de agosto de 2013

Da maldade...



Há pessoas que machucam sem querer.
Há quem prefira se machucar para não ferir o Outro.
Há as que machucam, que se arrependem e fazem o possível para sarar a ferida.
Mas também há aquelas pessoas que machucam por hobby. 
E eu que duvidava da existência de tais seres, a cada dia me convenço de que são reais.
Pessoas com pós-gradação na arte de dissimular, que merecem um prêmio da maldade por serem tão cruéis.
A manipulação é uma de suas especialidades. Aqui a mentira é minunciosamente trabalhada.
Quem dera fosse um mero distúrbio de personalidade, que por si só já é um problema gigantesco. Mas pelo menos, nesses casos, há tratamentos.
Falo aqui das pessoas que têm prazer em serem maléficas simplesmente pelo maucaratismo que querem manter. Pelos que só conseguem se sentir superiores quando pisam nos outros.
Creio na humanidade, creio na bondade, na restauração do ser humano, quando este deseja a evolução. Mas agora também creio nos seres sem conserto, nos seres negligentes consigo mesmos e com os outros. Nos seres descompromissados com a vida, onde seus propósitos não vão além da simples construção de um momento que lhe cause um bem-estar. Repito, seres que só buscam um bem-estar próprio e momentâneo.
Seres capazes de descartar qualquer coisa ou qualquer um porque não passam da barreira do superficial, em nenhum dos aspectos da sua vida.
Seres descontínuos, incompletos, ignorantes, incongruentes. Totalmente perdidos e inconsistentes.
Penso que mesmo a pós-modernidade sendo tão cruel com a sua velocidade, suas inúmeras rupturas, sua descontinuidade e fluidez, consegue fazer tal estrago em uma pessoa.
Quem age de má fé, que engana os outros, quem tem prazer em machucar, quem é relapso com tudo, quem manipula, quem é cruel sem o mínimo pudor e sem nenhum distúrbio mental, o é por escolha própria, por má índole, por maucaratismo.
E eu, sendo mais crédula do que cética, diversas vezes achei que tais pessoas só precisavam de um direcionamento, de uma ajuda para voltarem para dentro de si e buscarem evolução. E para a minha surpresa, me enganei.
Pessoas más existem e não sentem culpa nenhuma em serem assim.
Mas apesar de constatar a existência de seres tão terríveis, eu quero é acordar todos os dias com a esperança de que a maior parte da humanidade é boa. Quero acreditar que, seja como for, a maior parte das pessoas que conheço buscam evolução.
Que a maldade alheia não me roube a vontade de me preencher com a bondade que sempre esteve presente em meu coração.
Que nenhum tipo de manipulação distorça minha essência, que eu nunca provoque o mal em alguém, mesmo que por descuido. E que na impossibilidade de acertos, eu consiga enxergar os erros e tente consertá-los sempre.
Que a ferida que o outro possa me causar não seja usada como desculpa para que eu seja cruel.
Enfim, sei que há dores por todos os caminhos. Mas eu desejo é conseguir ressignificar até as mais intensas dores. Não fazendo com que sejam armas que eu possa voltar contra o Outro ou impedimentos para que 
eu viva, mas que sejam motivações para que eu pare e perceba se estou me dando o devido valor ou não.
Que as dores causadas por qualquer pessoa não me obrigue a agir como ela, mas que sejam impulsos para que eu me melhore. Que sirvam para me abrir os olhos e sair do lugar, que me impulsionem à evolução.
E como diz Marla de Queiroz: " Eu dou o meu melhor e mereço receber o melhor também."
Mantenha distância de seres descompromissados.
É melhor sair do lugar, mudar as paisagens, do que deixar sua bondade morrer de inanição!

domingo, 14 de julho de 2013

Da bondade... (desta vez, consigo!)



Quantas vezes me doei quando era eu que precisava de cuidados. Quantas foram as vezes que estive disposta a ouvir o outro, quando tudo que eu queria era ficar em silêncio e escutar as confusões da minha própria cabeça.
Pensava eu que a minha espiritualidade deveria ser um contínuo bom humor, que eu deveria me manter constantemente caridosa e presente.
E agora percebo que é preciso sim, que eu tenha algum egoísmo. Preciso ter respeito pelo outro, mas primeiro tenho que ter um profundo respeito por mim.
Tenho que aprender a dizer NÃO, para não me machucar cada vez que digo um SIM que não condiz com o que eu quero no momento.
Eu tenho uma predisposição enorme para o amor e para a bondade, principalmente com os outros. Então, por que não exercitar esses benefícios em prol de mim mesma??
Então, hoje eu aprendi que eu posso ser uma boa pessoa, mas que eu seja boa também pra mim. Não vou mais me macular em função de um bem que só beneficiará o outro.
Ser bondosa não é estar sempre disponível. É saber o que tem que ser feito a cada momento, mesmo que isto implique em dizer vários NÃOS. Por mais que essas respostas machuquem alguém.
Só acho que é mais valioso fazer o que condiz com os meus princípios.
De agora em diante, não trairei a mim mesma para beneficiar outras pessoas.
Sou tão humana, e descobri que viver também requer custos humanos! Paguemos o preço então. Mas que cada um se responsabilize por seu débito!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Invocação...

E hoje eu só quero invocar meu equilíbrio para que os caminhos, por mais estranhos que sejam, não tirem certeza do que eu sei que me espera.
Uma cabeça confusa pode fazer você agir de alguma forma que modifique sua vida para sempre. E nem sempre a decisão que se toma em um momento de turvação é a melhor.
Às vezes estamos confusos, agimos por impulso e acertamos. Mas em outras, e essas outras são maioria, erramos feio e sem possibilidade de conserto.
Quem disse que é fácil caminhar por lugares desconhecidos? Ainda mais quando estão escuros? Mas basta ter bom senso, bons sentimentos, pensamento positivo e tudo dará certo... E tudo fará sentindo em algum instante.
Então, hoje eu venho agradecer ao Universo por ter minhas faculdades perfeitas, por ter um coração bom e por ter uma mente aberta. Agradecer também por conseguir perdoar quem me fere e por conseguir entender aqueles que talvez nem saibam porque estão me ferindo. Agradecer por ver além dos olhos e sentir além dos sentidos.
Agradeço até pelos meus desequilíbrios momentâneos que me fazem, diariamente, valorizar minhas harmonias.
Agora é só não deixar que a cabeça confusa dos outros também tirem minhas certezas. Que as dúvidas não quebrem minha vibração. Eu sei que as poucas certezas que tenho, são a base da minha construção.
Equilíbrio, sintonia, vibração e paz. É tudo o que eu quero.
Amanhã invocarei tudo isso, de novo. Mas hoje os invoco para hoje!

domingo, 2 de junho de 2013

Das mentiras...

Essa história de mentir para poupar a outra pessoa é a melhor forma de não poupá-la.
Ninguém poupa alguém sendo leviano. Deixar a outra pessoa fazer papel de boba aos olhos dos outros é a maneira mais fácil de fazer com que ela fique magoada, de verdade.
Não há nada que não possa ser resolvido com uma conversa. E como sempre eu falo das burrices, mentir para alguém , por mais boba que seja essa mentira, é uma forma nada sutil de expô-la ao ridículo.
Ainda acho que ser verdadeiro com o próximo é uma demonstração de humanidade.
Quando se faz algo de errado e coloca-se uma mentira para tentar encobrir o erro, só se consegue tornar a situação ainda pior.
Pense no tempo que é gasto para bolar todas as explicações que você tenta dar a alguém quando começa a mentir. Penso que não vale a pena investir tanto tempo articulando pensamentos, falas e situações para que tudo pareça real. Sinceramente, é uma perda de criatividade também.
Quer uma forma boa de mentir?? Escreva contos. Contos felizes, de preferência. Assim você também traz a positividade para a sua vida. Pelo menos eu acredito nisso. Creio que pensamentos bons atraem coisas boas.
A mentira, se não for usada só nos contos, é a pior arma contra a própria pessoa que a proferiu. Mentir é como atirar no pé e depois ter que sair pulando para encontrar um lugar ameno para se tratar.
Nem sei qual é a pior das mentiras. Acho todas desnecessárias.
Mente quem quer se machucar. Mente quem não tem respeito por si. E quem não tem respeito por si vai ter respeito com outros? Lógico que não.
Qualquer tipo de mentira só consegue se transformar em desassossego e , consequentemente, em mágoa.
Afinal, a verdade foi feita para aparecer. Pode não ser hoje, mas ela sempre aparece!

E adaptando para a situação aqui a frase do meu querido Guimarães Rosa: " O que a vida quer da gente é coragem!"

Então, assuma a consequência dos seus atos. De todos eles!!
Ficar de alma lavada é bem melhor do que ficar com o coração apertado tendo que viver sempre em alerta para não esquecer das mentiras que disse. Quem mente nunca está em paz porque tem saber exatamente o que disse tempos atrás, só para não se contradizer.

Ah, a verdade!!! Ela cura tudo, até um coração machucado!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Minha maneira alternativa de ver...

Sou destrambelhada. Algumas coisas em mim nem fazem sentindo.
Minha crença em tudo faz com que eu me perca algumas vezes porque nem sempre consigo enxergar o que é fake assim de primeira.
Na maioria das vezes consigo perceber as energias ruins que querem sujar meu campo magnético, mas algumas delas conseguem turvar minha visão.
Minha predisposição para o amor faz com que minha boa vontade seja enorme com todas as pessoas que se aproximam com um gesto de amorosidade. E minha intempestividade faz com que eu não tenha medo de mergulhar no que o Universo me apresenta, quando parecer ser algo para o meu bem.
Sou feliz com minhas intensidades que vezenquando me tiram o ar e outras vezes me põem em terra firme.
Quando caio sei tratar com sutileza todos os machucados. Porque investir na cura também requer cuidados diários e muita paciência se você quer que não fique nenhuma cicatriz.
Ainda não sei como me suporto sendo intensa e paciente ao mesmo tempo. Nem sei como essas duas características conseguem existir simultaneamente em mim. É tão paradoxal isso!
Sou compreensiva ao extremo, mas não consigo deixar nada pra lá. Tudo me importa tanto. E por mais que eu me afaste, sempre estou conectada a tudo de alguma forma.
A liberdade que preso está em poder me prender a coisas que me fazem evoluir de alguma maneira. Há sempre algo que vale a pena se conectar.
Meu estilo alternativo de ser é realmente alternativo. Posso escolher me vestir largada um dia e posso acordar com uma vontade enorme de fazer um make legal em outro. Amo rasteirinhas e suspiro por um salto alto. Amo saias longas, amo fazer meus tie dyes, mas sei que outras coisas também vestem bem. Não é só o que eu visto que me faz ser quem sou.
Acho linda a filosofia de vida que prega a Paz e o Amor, que diz que viver é bom na beira da praia, perto de uma cachoeira ou viajar o mundo todo a pé, de bike ou de carona. Até queria viver tais experiências. Mas sei que ficar com os pés na cidade, é importante para o meu amadurecimento intelectual, coisa que prezo muito também. Como é bom eu poder escrever meus textos e expressar tudo que sinto com a mais perfeita sintaxe e a mais linda semântica. Como é bom poder ler meus livros de filosofia e alargar mais ainda meus olhares sobre o mundo.
Não é porque gosto de reggae que me obrigo a ser largada o tempo todo. Coisas incríveis me fascinam e me forçam a ficar com os pés no chão para que minha mente possa se expandir.
E quem disse que não se pode chegar a outra dimensão mesmo estando com os pés em terra firme?
Eu viajo! Viajo mesmo. Minha mente me permite. E quase nunca são viagens vans.
De vez em quando é muito bom poder ficar largada. A mente pede um descanso quando trabalha demais, e é justo.
Mas descordo das pessoas que acham que viver no marasmo é pregar a paz e o bem! Tais coisas requerem ação.
Faça o que é certo e receba o que é bom. É nisso que eu acredito!
Ficar parado olhando pro céu, contemplando as estrelas, a lua, o sol... bendizendo o Universo não te faz grande. Talvez não te faça nem gente. Gente vive, não vegeta. Procure crescer!
Recebemos do Universo exatamente aquilo que damos a ele.
Perda de tempo é não se aperfeiçoar e achar que olhar pro céu, contemplar a natureza, se vestir largado e compartilhar as frases do Bob te fazem uma pessoa do bem.
Então, curta seu som, agradeça ao Universo por poder sossegar um pouco em frente ao mar, contemple a lua e todas as belezas que a natureza lhe proporciona, mas não fique só nessa. Viver requer custos humanos. Crescer pode até doer, mas a liberdade que o crescimento traz vale muito, muito, muito a pena.
***





segunda-feira, 27 de maio de 2013

Tava faltando amor.

Tava faltando amor, mas era amor-próprio!
Desde quando um desvencilhamento pode fazer com que eu deixe de me amar?
Passei dias me martirizando tentando entender porque ele se afastou de mim, ficava me perguntando o que fiz de errado, onde eu tinha pecado... Não achei resposta alguma.
O encanto dele por mim pode sim acabar, mas o meu não.
Não posso perder o interesse em mim. Tenho tantos erros, tantos problemas, ainda tenho que me lapidar tanto.
Sou intempestiva e se algo me dói, dói muito. Eu não consigo podar meus sentimentos. Sou intensa!! Mas depois de viver toda a intensidade que é necessária naquele momento, meu coração se acalma, meus olhos se alargam e eu consigo ver tudo com a atenção que cada coisa merece.
Desde que me curei de velhos traumas, tenho me trabalhado, tenho dado o meu melhor a quem se aproxima de mim com boas intenções.
Me preocupo com o meu crescimento espiritual!
Tenho tentado ser a melhor companhia de todos que quero por perto. Se dou o meu melhor acho justo receber o mesmo em troca. Sou grata pelo que tenho, mas me acho merecedora de tudo isso. Até mesmo dos problemas que são necessários para minha evolução.
Gosto do que tenho me tornado. E todos os dias eu me aprimoro mais um pouquinho.
Sei que ainda preciso viver muitas vezes para achar todas as respostas e sei que viver em vão não faz sentido pra quem quer crescer.
Tenho me melhorado e venho tentando ajudar a quem busca o mesmo propósito.
Possuo uma predisposição enorme para o amor. Quem sabe isso seja um dom?!! Em tempos de amores líquidos, é o que me parece ser. Me machuco facilmente, mas esse é o preço que se paga por ser sensível.
Minha sensibilidade é meu céu e meu inferno. E eu quero permanecer sensível pra sempre, e não é só nessa vida. Quero sentir tudo, com a intensidade que cada coisa merece.
Vou me machucar muito ainda e vou ser forte pra me curar de tudo de novo.
E a cada dia vou agradecer e me apaixonar mais ainda pela pessoa que estou me tornando.
E se tava faltando amor, o próprio, não etá mais. Eu me amo por cada detalhe que sou!
Se tudo na vida é merecimento, minha companhia só tem quem merece. E eu sou grata por me ter assim, frágil e extremamente forte!
E hoje meu nome é amorosidade!!

Obrigada Universo, por trazer e por levar tudo o que é necessário para o meu crescimento!!
***

domingo, 26 de maio de 2013

Quanto custa não conseguir ser indiferente...


Essa ausência me enche de vazios...
Essa falta toda me inquieta e encho esses vazios de pensamentos.
Tento matar a saudade com fotos, músicas, lembranças...
Até já consultei os astros. E eu não estava errada, nossa compatibilidade é enorme.
Queria poder olhar nos olhos dele e dizer tudo o que não consegui dizer antes.
Não há de ser tarde. Amores grandiosos não acabam de uma hora para outra. Talvez precisem de um tempinho para maturação. E só.
Eu nunca soube ser indiferente nem com quem merecia. Me manter inerte, sem saber quais rumos um relacionamento que era tão firme pode tomar, é impossível.
Tudo me importa, tudo me inquieta.
O coração acelera a cada sms que chega, a ansiedade aumenta cada vez que ensaio uma ligação. E sei que todo o texto que venho decorando pra dizer, vai ser desconsertado por aquele "Alô".
Sou tão humana, meu Deus!! Se importar tanto com o outro, às vezes é uma tortura. E no momento eu não sei fazer outra coisa.
Tenho pensado no quanto ele tem trabalhado, em como tem chegado cansado, nas besteiras que come porque não tem tempo para ir em casa, com as horas de sono... Se tem forçado o joelho com os treinos...
E na impossibilidade de ser indiferente, sofro com a indiferença do outro!
Tem me custado muito não saber mais da rotina dele, não compartilhar meus pensamentos, meus planos... Tem me custado demais não poder amá-lo.
Era tão bom quando estávamos juntos na distância. Cada ligação, cada sms, cada brincadeira, cada problema compartilhado, cada alegria que contávamos um ao outro.
Eu só desejo que todo nó se desfaça para que possamos consertar nossos laços!
***

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Eu só queria...


Eu só queria que ele pudesse entender que relacionamentos podem sim serem reais apesar da distância.
Queria que entendesse que relacionamento é querer ter um compromisso com outra pessoa, mesmo que implique em pequenos ou grandes sacrifícios.
Relacionamento é se importar com o bem estar do Outro mesmo quando o Outro nem quer cuidar de si.
Se relacionar é estar junto em pensamento, é fazer planos onde o Outro esteja incluído.
Estar em um relacionamento é acordar e dormir com o Outro na mente e ter a certeza de que o pensamento é recíproco.
É morrer de saudade e contar as horas pro próximo reencontro.
É poder viver sem máscaras, é poder ser quem é e não ter medo da reprovação do Outro.
É poder compartilhar dores, alegrias e até besteiras. Nota-se quando há intimidade quando compartilha-se até as mais inacreditáveis futilidades.
Ter um relacionamento não é ficar grudado 24 horas por dia.
Ter um relacionamento é saber que estar junto é perfeito, mas é também querer que o Outro cresça mesmo que pra isso seja necessário ficar distante.
É sim possível manter um relacionamento a distância quando essa distância é fundamental para que os dois consigam evoluir.
Não é preciso cortar laços só porque a distância traz saudade. O que se deve fazer é lembrar como tudo faz mais sentidos quando estão juntos. Desde quando alguns quilômetros conseguem excluir sentimentos?
Eu só queria que a distância não fosse a vilã da história, mas que fosse a ponte que, mesmo longa, fizesse a nossa ligação!
O reencontro é tão compensador!
A distância é só uma condição temporária. Ficarmos juntos pode ser a solução permanente, daqui a algum tempo. E falta tão pouco pra que tudo se resolva.

***

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Sobre quereres que não se excluem.

A vida vai correndo, nós vamos fazendo planos e correndo contra o tempo para que tudo aconteça da maneira que queremos.
Quando desejamos nos estabilizar profissionalmente perdemos noites de sono estudando. Quando o propósito é estabilizar uma relação usamos parte do nosso tempo com os cuidados e mimos que o amor implica.
E quando o que desejamos são as duas estabilidades?!?! Ah, aí viramos malabaristas!
O dia fica curto para tantos deveres e até para os prazeres que são tão essenciais.
Só consegue levar os dois quereres a diante quem tem muita força de vontade, quem acha que os dois desejos são importantes para que se tenha uma vida amorável.
O dinheiro traz praticidade, o reconhecimento profissional dá uma certa satisfação... E um relacionamento sólido ajuda com que saibamos ver os outros campos de uma forma mais humanizada.
Depois de um dia longo de trabalho é maravilhoso poder contar com o aconchego de um amor que te entende e te acolhe. É tão bom poder pedir opinião sobre algo do trabalho ou sobre que caminhos seguir com os estudos quando ficamos em dúvida. Quando estamos com uma pessoa que nos conhece e que quer o nosso bem, ela sabe dar a opção certa. Aí pensamos: "É por aí mesmo que devo seguir. Nossa, como ela me fez minha visão alargar." Essa pessoa sabe exatamente o que vai nos completar,sabe quais possibilidades combinam com nossa vida.
E é por essas e outras coisas que penso que o crescimento profissional não é inimigo do relacionamento amoroso. Sente-se mais feliz quem tem com  quem crescer, quem tem com quem contar, quem tem com quem dividir suas realizações.
Quando temos ao lado uma pessoa que deseja o nosso crescimento ela entende as ligações que ficam escassas em dias pesados de tanto trabalho, ela entende a impossibilidade de encontro quando se tem milhões de bibliografias para serem lidas e outros vários textos a serem feitos. Ela se contenta com uma mensagem que o outro manda no fim da tarde que diz que o dia foi cheio, mas que volta e meia o pensamento desviava e ele lembrava o quanto é bom estarem juntos. Certas sutilezas trazem ânimo para um dia difícil.
Sabemos que nem sempre é possível estarmos juntos, mas o que nos impede de estarmos presentes de outras formas? Um sms, um e-mail no fim da tarde, uma ligação de menos de um minuto só pra dizer que está ocupado mas que está com saudade são formas de estarmos perto do outro sem que nossa rotina de estudos ou de trabalho sejam alteradas.
Crescer é fundamental. Buscar o crescimento profissional é imprescindível. Mas se prestarmos atenção, todo crescimento se torna mais prazeroso quando temos o amor de quem nos quer bem.
Nossas escolhas parecem ter mais sentido quando temos com quem compartilhá-las. E por que não crescermos em todos os campos?
Viva quem consegue desejar todos os crescimentos!! Viva quem quer ser grande grande profissionalmente, espiritualmente e quem quer crescer junto com outra pessoa! Viva quem acha que fazer com que o amor cresça em vez de podá-lo é importante!! Creio que quem pensa assim, quem age assim é mais feliz.



terça-feira, 21 de maio de 2013

Quando não vale a pena deixar o amor ir embora.

Já ouvi por aí alguém dizer que o relacionamento está nas mãos de quem se importa menos. Discordo totalmente dessa afirmação. Será que quando um dos dois não se importa pode-se chamar essa convivência de relacionamento? A meu ver não se pode!
Relacionamento implica pequenos cuidados diários e requer a atenção das duas pessoas envolvidas. Lógico que vão haver momentos em que um fica meio relapso, mas nada que uma boa conversa e um puxãozinho de orelha bem delicado não resolvam.
Relacionamentos fakes existem por aí aos montes.Quantas pessoas estão juntas por puro comodismo, por interesses materiais ou meramente sexuais? Quantos casais exibem um relacionamento exemplar, mas quando estão sozinhos se desrespeitam sem o mínimo pudor? Quantos casais sustentam um relacionamento superficial, enquanto cada um dá suas "puladas de cerca" pra suprir o que não encontra no parceiro?
Relacionamento também requer algumas renúncias e um número considerável de sacrifícios que se tornam tão pequenos quando o casal enxerga o bem que se faz em um cuidar do outro.
Os momentos de crise também são comuns. Nenhum casal se sustenta o tempo todo feliz. Vão aparecer alguns problemas de vez em quando, algumas dúvidas, medos... 
O ciúme também aparece de vez em quando para dar um alô e pode fazer um estrago enorme se não for dosado. Ciúme em excesso poda a relação, ata as mãos o do outro ou faz com que o outro sinta vontade de ir embora.
Relacionamento é um Universo tão bonito quando se acha a pessoa certa e quando se age corretamente para que ,na medida do possível, tudo dê certo.
Eu creio é nos casais que tem cumplicidade, que acima de tudo se respeitam e que querem o bem do outro tanto quanto querem o seu próprio.
Acredito é em relacionamentos onde os dois envolvidos apreciam a presença do outro, quando gostam de conversar, quando querem descobrir o mundo juntos, quando querem se ensinar, quando querem dar as mãos.
Relacionamentos inteiros estão cada vez mais escassos. É uma raridade encontrar casais onde um deseje integralmente a felicidade, o crescimento e o amadurecimento o outro. É difícil encontrar casais onde um se coloque no lugar do outro para entender suas dores e alegrias.
Existem muitas pessoas juntas, mas não em um relacionamento.
Se você tem um relacionamento de verdade e no meio do caminho aparecem alguns obstáculos, acredito que vale a pena contornar o obstáculo, ou dar as mãos ao outro e convidá-lo a seguir por um caminho diferente.
Jogar o relacionamento pro alto na primeira dificuldade é burrice quando os dois se querem tão bem. Se você encontrou o amor que há tanto tempo vinha procurando, por que não tentar, apesar das arbitrariedades do mundo, ficar junto dele?
Talvez as coisas não estejam adequadas no momento. Talvez algo queira separá-los. A distância de alguns ou muitos quilômetros também é inimiga, mas dá pra deixar o amor pra lá por causa dela?
Penso que quando se ama alguém de verdade e quando sabemos que aquela pessoa quer o nosso bem e que teríamos uma chance enorme de crescimento se não fossem alguns problemas que apareceram no decorrer do tempo, o que se deve fazer é traçar metas, fazer acordos, combinar hipóteses e estender a mão quando o outro está caindo.
Deixar o amor passar por causa de circunstâncias que podem ser invertidas é a maior bobagem que se pode fazer.
Sabe aquela outra frase que diz que não se mexe em time que está ganhando? Ah, com essa eu concordo.
Se o bem que vocês se fazem é mútuo, por que desistir de tudo?
Se o tempo tá curto, uma explicação pode deixar o coração o outro mais tranquilo. Se a distância faz a saudade apertar, aproveitem os momentos em que podem se ver.
Quando se está disposto o Universo conspira a favor. E não há nada que não possa ser resolvido quando duas pessoas se querem bem.
Se você está em dúvida em como seguir a diante, faça uma lista de prós e contras e veja se o amor, a presença, o apoio e o cuidado da outra pessoa valem mais ou menos a pena do que os problemas que insistem em aparecer.
Se o bem que o outro te faz for importante para você, cabe aí uma reflexão, cabe uma conversa, cabe colocar os pingos nos I's, cabe dar um pouco o braço a torcer. Nesse caso vale a pena tentar.
Na maioria dos relacionamentos vale a pena deixar o outro se afastar. 
Mas quando aquela pessoa te faz sentir coisas que ninguém no mundo conseguiu... Não vale a pena deixar o amor ir embora.
Ter alguém que tem os pensamentos todos praticamente iguais aos seus, alguém com quem se tem uma conexão tão segura, alguém com quem conversar sobre qualquer assunto, alguém que se importa de verdade com você é uma dádiva.
Essa ligação que transcende tudo, essa afinidade espiritual, essa simbiose tão perfeita... Tudo isso só traz benefícios.
E é por tudo isso que eu quero morar nesse aconchego que o amor que eu encontrei me traz.


P.S.: Relacionamentos a distância: Contamos os dias pra nos encontrarmos, damos valor a cada segundo que passamos juntos, a cada abraço, a cada beijo, e toda aquela saudade dentro do coração se transforma em alegria. Algumas pessoas dizem que é difícil ser FIEL. Quando você ama não tem essa de só porque está longe vai trair, se for pra trair a distância não importa, vai trair perto ou longe. Os dias passam, a saudade aperta, mas tudo isso é recompensado com abraços e beijos e a vontade de estar um com o outro é maior. #sóacho

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Refazendo...


E depois de um longo tempo remoendo sofrimentos, cuidando deles como se não quisesse deixá-los ir embora, me refiz.
Do passado não quis nada, a não ser a bondade que sempre trouxe no coração. Mas essa bondade também veio renovada, pois aprendi que a inocência é algo de deve andar juntinho com a sabedoria.
Pude perceber que uma boa base é capaz de evitar um desmoronamento. Mas que, às vezes, a implosão do edifício inteiro é a melhor coisa a se fazer. A boa base, acho que nunca tive. Vivia me equilibrando entre minhas escolhas e as consequências das mesmas, que nem sempre eram as certas ou as melhores.
E o que eu fiz? Me desfiz totalmente de mim. Me despi do que eu era pra poder me refazer. Mas dessa vez, com as matérias-primas mais puras e fortes.
Agora passei a ter uma base e não há mais nada que possa me derrubar por completo. É claro que, de vez em quando, algumas reformas se farão necessárias.
Posso mudar as cores das paredes, trocar os móveis de lugar e até fazer um puxadinho pra abrigar alguém, quem sabe?!?!?!!
Plantei flores lindas também no jardim. Agora é só ter paciência para vê-las crescer. E esse período de paciência é rico em aprendizado.
E a casa está aberta...


                                        ...mas apenas para visitas especiais!